Lesões nos corpos dos 4 jovens de MG achados mortos em SC podem indicar tortura, diz polícia
Polícia Civil investiga morte de quatro jovens em SC As lesões encontradas nos corpos dos quatro jovens vindos de Minas Gerais e achados mortos em Santa Catar...
Polícia Civil investiga morte de quatro jovens em SC As lesões encontradas nos corpos dos quatro jovens vindos de Minas Gerais e achados mortos em Santa Catarina podem indicar que as vítimas foram torturadas. Segundo o delegado regional de Florianópolis, Pedro Mendes, a investigação segue em andamento e não é descartada nenhuma hipótese sobre as circunstâncias e motivações. “Eles tinham sinais de lesões sim. As equipes da polícia Civil, Cientifica e Militar que estiveram no local, relatou que existiam algumas lesões que possam indicar que sim, havia tortura. O local que os corpos foram deixados é um local que anteriormente se localizou outros corpos”, afirmou. Os jovens foram achados no sábado (3) em uma área de mata de Biguaçu, na Grande Florianópolis. Eles foram identificados como Daniel Luiz da Silveira (28 anos), Bruno Máximo da Silva (28 anos), Guilherme Macedo de Almeida (20 anos) e Pedro Henrique Prado de Oliveira (19 anos). ✅Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp Polícia confirma identidade dos corpos encontrados na Grande Florianópolis Veja cronologia do sumiço em SC dos 4 jovens vindos de MG As causas das mortes ainda são analisadas pela Polícia Científica. A Polícia Civil catarinense trabalha para entender a motivação e dinâmica dos assassinatos. "Pode ser sim briga de facção criminosa, pode ter sido alguma discussão que aconteceu que antecedeu aos fatos, pode ter sido algum tipo de crime patrimonial. A gente trabalha com todas as hipóteses", analisa o delegado. A investigação também ouve os familiares dos jovens para entender os momentos antes do desaparecimento. Os jovens chegaram recentemente em Santa Catarina, em períodos entre outubro e dezembro, em busca de trabalho e melhores condições de vida. O próximo passo é tentar captar câmeras de segurança que mostrem o passo a passo das vítimas. O histórico policial dos mortos também é considerado na investigação. Bruno teve quatro passagens pelo sistema prisional mineiro de agosto de 2019 e dezembro de 2023, de acordo com a Secretaria de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais. A motivação não foi informada. Pedro esteve preso por um dia em julho de 2024, mas saiu após alvará de soltura concedido pela Justiça, conforme a secretaria mineira. A motivação não foi informada. Jovens de MG foram encontrados mortos em SC Redes sociais/Arquivo pessoal 'De repente, parou de falar' Um familiar de Guilherme que não quis ser identificado descreveu, em entrevista à NSC TV, o rapaz como “muito trabalhador”. "Os colegas chamaram para vir morar, dividir apartamento. Já tinha emprego arrumado para o dia 5 de janeiro. Conversava comigo todo dia. De repente, parou de falar. Sempre foi educado, não tem passagem pela polícia, não tem envolvimento com droga, com crime". O familiar também diz que os parentes querem entender o que aconteceu. “Ele e os outros meninos não tinham motivo para passar por isso. Então, a gente não sabe, a gente queria saber pelo menos o que aconteceu”. Familiar de Guilherme declara que ele não tinha nenhum envolvimento com crimes Desaparecimento De acordo com as famílias, os quatro eram amigos, moravam juntos em São José, cidade vizinha a Florianópolis, e buscavam melhores condições de vida em Santa Catarina. Guilherme, por exemplo, estava na região há cerca de 20 dias e começaria no novo emprego na segunda-feira (5). Os jovens foram vistos pela última vez no Centro de Florianópolis no domingo (28). Eles foram flagrados também na madrugada do mesmo dia por câmeras em frente ao apartamento onde moravam juntos, no bairro Barreiros, em São José, cidade vizinha à capital catarinense (assista abaixo). Homens vindos de MG para Santa Catarina desaparecem em Florianópolis VÍDEOS: mais assistidos do g1 SC nos últimos 7 dias